Trenet

O reino de Trenet sofreu diversas modificações durante sua história. No princípio, tinha bons regentes, passou por regentes egoístas e hoje possui um regente corrupto e ausente. Sua população já sente o abandono de seu rei e sofre com a alta taxa de impostos que são recolhidos anualmente pelo rei e pela nobreza local, além da criminalidade que vem crescendo. Hoje, o reino é conhecido em todo o continente como o reino da corrupção.

História

Durante a Grande Guerra dos Deuses, o ex-soldado Klein Trenet e sua família resolveram ignorar as ameaças das trevas e procurar um local para repousar sem serem atacados por criaturas malignas. Resolveram construir sua casa próximo ao mar do Arquipélago de Donnwulf, um lugar até então desconhecido.

Com o fim da Guerra, depois de alguns poucos anos, a família havia crescido e novos habitantes procuravam o pequeno e feliz povoado que havia nascido naquele local. Com pouco tempo, o povoado se tornaria uma vila e, então, uma grande cidade. Klein Trenet foi o prefeito da cidade durante toda a sua vida.

Ao redor da recém-nomeada Golthorny, foram criadas diversas outras vilas e cidades, tornando-se necessário um governo central. Neste período, no ano 22, foi criado o reino de Trenet, em homenagem ao primeiro regente do reino. O reino nasceu pequeno, mas foi conseguindo novas terras com o uso de diplomacia, sem necessidade de guerras, dominando toda a península no centro-sul do continente.

Trenet teve muitos regentes após sua criação. Alguns bons, outros nem tanto. Quando Thomas III assumiu o trono de Longness e começou seu reinado de conquistas, o rei de Trenet era Todd Trenet, o sexto regente e mais um descendente direto de Klein. Todd não era como o patriarca de sua família, era bem mais ambicioso e queria um território maior para o reino de Trenet. Este objetivo fez com que se unisse à recém-formada Aliança do Oriente, que era formada basicamente por Longness, Griffion, Fholther, e Trenet.

A aliança dominou todo o território ao leste do Rio das Almas. O rei Figho I de Loivty decidiu, então, cortar o suprimento de aço para todos os membros da Aliança do Oriente. Thomas III, em nome da aliança, declarou guerra a Loivty. O reino de Figho I, muito mais forte militarmente, avançou com um grande exército e venceu rapidamente as forças de Trenet e da Aliança do Oriente. Figho I nomeou, então, Cheryl Holtor, seu meio-irmão como novo rei de Trenet.

O reino ainda participaria de mais uma guerra. Quando Stormgard, Ávalon e Stonegate, a Tríade de Aço, resolveram guerrear contra Longness, Cheryl, com ódio de seu irmão Éden, rei de Longness, que havia assassinado seu também irmão Fhigo I, resolve entrar na guerra e terminar com ela. Como recompensa, o reino de Trenet conseguiu um vasto território no centro-sul morgdanês, que mantém até hoje. Cheryl teve grandes problemas de adaptação no inicio de seu reinado, mas conseguiu a simpatia de seu povo um pouco antes de morrer por doença no ano 664.

Após a morte de Cheryl, seu filho Christopher Holtor assumiu o trono em melhores condições que seu pai. Reinou em harmonia com o povo e foi um dos reis mais adorados da história do reino. Ele criou a Milícia Trenetense, uma guarda real, que resolvia problemas simples como invasão de monstros ou problemas na colheita. Muito idoso, no ano 729, o rei Christofer morreu e seu filho caçula Ramon Holtor assumiu o trono, já que sua primogênita era uma mulher, Érika Holtor. O primeiro decreto de Ramon, o atual regente do reino, foi trancar o conselho de sábios, casa legislativa de Trenet, e declarar seu regime ditatorial. A milícia, em nome da tradição da família real, ficou ao seu lado.

Os impostos e taxas se tornaram extremamente caros em todo o território continental e são utilizadas basicamente no fortalecimento militar do reino e, principalmente, para o conforto do regente.

A Milícia Trenetense é muito numerosa e bem armada, porém está mais preocupada em proteger a família real e massacrar os opositores do rei. A pirataria é atividade comum e rotineira no território marítimo. O crime comum, como roubos, assaltos, furtos e assassinatos também estão se tornando rotina em todo o reino.

A violência urbana está prejudicando o comércio e o turismo no reino. Muitos comerciantes estão tendo prejuízo com a pirataria e pensam em mudar-se para um novo e distante reino.

O regente ignora que a maior parte das ilhas do arquipélago de Donnwulf faz parte de seu território. Como conseqüência, temos ilhas selvagens, com governos próprios ou completamente inabitadas e inexploradas. O Conselho de Morgdan discute sobre passar o controle das ilhas para outro reino, como Stormgard. A corrupção e a violência estão consumindo o reino. O rei Ramon Holthor parece ignorar e pensa apenas em cobrar mais impostos e tentar se proteger de uma improvável guerra contra Longness.

Geografia

O reino de Trenet localiza-se no centro-sul do continente morgdanês. Suas fronteiras são delimitadas por rios. Ao norte, o Rio Noosh separa Trenet de Longness. Ao leste a continuação do Rio Noosh e seu afluente Rio Katre, separam os reinos Trenet e Griffion. Ao oeste, o gigantesco Rio das Almas separa o reino de Trenet do reino de Loivty. Ao sul, o reino faz fronteira com o oceano. Ao sudoeste, Trenet faz fronteira com o mar do Arquipélago de Donnwulf. Deve-se lembrar que grande parte das ilhas do arquipélago faz parte do território trenetense.

O território foi conquistado durante as guerras que Trenet participou e ocupa grande parte do leste de Morgdan. Sua posição é privilegiada, já que toda caravana por terra que vá para Griffion deverá passar por Trenet. Com o crime intenso que o reino vem passando, muitas caravanas estão tendo prejuízo nessa travessia e o transporte marítimo tem sido utilizado, mas não livre da pirataria.

O reino de Trenet, no continente, não é muito acidentado ou possui muitas florestas. Em compensação, está quase que totalmente irrigado por um rio ou riacho. O relevo mais comum é a planície, pradarias ou colinas. A vegetação comum é o campo silvestre, a savana ou pequenas florestas. O clima no continente é variado. No norte, o clima é temperado com estações do ano bem definidas. No sudoeste, próximo ao arquipélago, o clima é subtropical, com invernos menos rigorosos e verões levemente quentes e úmidos. No sul, próximo ao vulcão Phiro, o clima é tropical, quente e úmido, com verões intensos e quase ausência do inverno.

Nas ilhas o clima, relevo e vegetação são únicos para cada uma. Algumas possuem grandes e densas florestas, em outras não existe vida vegetal. Em algumas grandes montanhas cortam os céus, em outras todo o terreno é baixo. O clima de algumas ilhas é bem quente, mas em outras chega a ser glacial. Essa grande variedade de relevo, clima e vegetação dificulta em excesso o estudo e catalogação de todas as ilhas do arquipélago.

Demografia

A população de Trenet é bastante diferenciada. Como no restante do continente, a maioria é de humanos (70%), mas temos bastante halflings (10%) que aproveitam a corrupção no reino para utilizarem sua técnica ladina. Temos ainda, uma boa quantidade de meio-elfos (7%), meio-orcs (5%), principalmente nas ilhas, e elfos urbanos (4%). As outras raças, tais quais anões, gnomos, goblins, kobolds entre outras ocupam o restante da população do reino (4%).

O povo trenetense fica levemente dividido quando às atitudes do rei Ramon. Alguns estão a seu favor, acreditando que não há como reger um reino grande como Trenet sem cobrar caros impostos. Essas pessoas geralmente são membros da nobreza, da família real ou membros de guildas de ladrões e piratas, que são privilegiados pelo atual sistema. Outra parte dos habitantes do reino, principalmente magos e estudiosos, luta constantemente contra o regente e seu péssimo reinado, dizendo que só está levando a economia trenetense para o fundo do poço. Esses são caçados e exterminados sempre que possível pela milícia do reino. Porém a maioria dos habitantes apenas reclama da miséria em que vivem e dos altos impostos que devem pagar, mas aceitam suas vidas como pena por nascerem plebeus ou camponeses. Eles não são cultos o bastante para perceberem que tudo é culpa do atual regente ou para até formar uma opinião.

Política e Economia

Trenet vive em uma monarquia desde sua criação. O Conselho de Sábios, que servia como casa legislativa de Trenet, fazendo leis que seriam aprovadas ou rejeitadas pelo rei, foi dissolvido pelo atual regente Ramon Holtor.

O reino possui uma corte de nobres, que possuem direito sobre alguns pedaços de terra no reino. Nesse território, o nobre pode cobrar os impostos que desejarem. Alguns, inclusive, utilizam métodos menos convencionais, como violência ou escravidão. As leis do reino não permitem, mas, em Trenet, elas parecem não se aplicarem aos nobres.

A economia do reino é baseada, principalmente, no comércio, agricultura, pesca e agropecuária. O comércio é favorecido pelas rotas comerciais que passam pelo reino durante quase todo o ano. O terreno continental do reino é bastante propício para a agricultura, devido aos poucos acidentes geográficos, a terras férteis e aos rios que irrigam boa parte do reino. A agropecuária sofre os mesmos benefícios da agricultura, sendo a atividade menos afetada pela corrupção do regente. A pesca é comum nas cidades e vilas costeiras.

O comércio é o principal afetado pela corrupção e abandono do rei. As altas taxas de impostos que os comerciantes devem pagar e o crime em alta escala têm prejudicado em demasia a atividade, que era a mais importante do reino e hoje vem perdendo sua força.

Religião

A principal divindade cultuada no reino é, como na maior parte do continente, o deus da criação e de todas as criaturas boas, Leonar. Até as pequenas vilas e vilarejos possuem pelo menos um templo para o deus.

Outra divindade muito cultuada é o deus Julian, da alegria, bardos e ladrões, mas não assassinos. Toda guilda de ladrões e bardos possui pelo menos um clérigo do deus Julian. Mas a maioria dos devotos do deus é formada por pessoas comuns, não clérigos. Todo bardo, ladrão e trapaceiro gosta de citar o nome do deus ao realizarem seus trabalhos.

O deus Kolthar, líder do panteão e deus da justiça, recebe alguns devotos e clérigos que trabalham tentando, nos tribunais das grandes cidades, limpar a sujeira e corrupção do reino. Clérigos do tempo representam o deus Thinos nas grandes cidades do reino, estes quando se opõem ao regente são caçados e mortos.

Templos de Nosrredram, deus do mal, se escondem em algumas cidades ou em algumas ilhas. Devotos de Hellenah, deusa da tristeza, existem em pequeno número nos locais mais escondidos ou sombrios. Nas ilhas, Jhanna, deusa danatureza, é soberana, geralmente recebendo outros nomes. Os deuses Etros, Tatsu-kin e Mog, porém, possuem um número bem reduzido de devotos no reino de Trenet.

Os deuses do 2º Panteão que merecem destaque são Queromed, das estradas, e viagens e Heikran, das colheitas e farturas. Ambos são cultuados pelos plebeus do reino, mas possuem poucos ou nenhum clérigo e templos no reino. Os outros deuses do 2º Panteão, influenciam o reino de maneira muito tímida.

Locais de Interesse

Figuras de Interesse

Sociedades

Mapa de Trenet

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Veja também

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