Humanos
humanos.gif

Por Abdel-Carim

Nenhuma raça em Morgdan apresenta diversidade tão grande quanto a raça humana. Isso se deve, acredito, à natureza expansionista, aventureira e adaptável dos humanos. Apenas dois grupos foram trazidos para este mundo pelo Iluminado e pelas forças do mal. Cada qual isolado em um território específico de Morgdan. Apenas estes dois grupos causaram a maior reviravolta da Grande Guerra, se espalharam por todo o continente morgdanês e se dividiram em oito grupos culturalmente distintos. Um feito que nenhuma outra raça em Morgdan conseguiu alcançar.

Originalmente o primeiro grupo humano a habitar Morgdan foi o Povo de Tatsu. Pessoas de pele clara, estatura mediana, boa constituição física, cabelos lisos e negros e olhos amendoados. Esse povo ainda mantém muitas de sua cultura original, como pode ser visto a partir de seus registros históricos, muito fartos, diga-se de passagem. Aparentemente este povo já dominava a escrita antes de chegar a Morgdan e possui registros ancestrais, até mesmo anteriores à sua vinda, registros que falam de um estranho mundo onde a magia é rara e apenas os humanos caminham sobre a terra.

O Povo de Tatsu deu origem a uma segunda etnia, os descendentes de Tatsu, este povo deixou os limites das Montanhas de Gelo e ocupou as planícies adjacentes, onde hoje se encontra o norte de Stormgard e sul de Stonegate. Este povo apresenta feições mestiças resultantes do intercurso entre o povo de Tatsu, e elfos e, mais tarde, a incursão dos povos do deserto e dos filhos dos bárbaros, vindos do Oriente. Desta forma este povo apresenta uma das culturas mais ricas de Morgdan, construindo magníficas cidades e produzindo a mais bela arte e mais sofisticada filosofia do mundo. Seus traços físicos são bastante heterogêneos, mas é muito comum encontrar combinações belas e exóticas como indivíduos de olhos amendoados como o Povo de Tatsu e elfos, pele morena como a do Povo do Deserto e porte físico robusto, como o dos filhos dos bárbaros. Esta etnia hoje ocupa seu território original, no norte de Stormgard e Sul de Stonegate e também se expandiu, ocupando todo o território de Loivty e região central de Stormgard.

O segundo grupo humano, trazido a Morgdan pelas Forças da Corrupção, também ocupa até hoje o território original onde foram instalados: a Península Vermelha. Elfos que chegaram a interrogar indivíduos deste grupo durante a Grande Guerra, acreditam que tanto os bárbaros quanto o Povo de Tatsu vieram do mesmo mundo, devido aos relatos semelhantes dos dois povos.

Os bárbaros da Península Vermelha acabaram se dividindo em diversas sub-etnias que se mantém em constante conflito. Fisicamente estas sub-etnias são muito parecidas, com a pele clara, porte físico avantajado, cabelos claros, com alguns indivíduos ruivos, e olhos claros ou castanhos. A estrutura tribal ou em pequenas vilas é dominante até hoje nesta etnia.

Este grupo original deu origem a quatro outros em Morgdan. O primeiro deles provavelmente foi aquele que chamamos hoje de Orientais ou Filhos dos Bárbaros, quando levamos em consideração também uma segunda etnia da qual tratarei mais à frente. Esta é a maior etnia de Morgdan. Formada pelos bárbaros que rumaram para o sul de Morgdan e mesclaram-se ao sangue dos orcs – gerando a sub-raça meio-orc de Longness, já abordada neste tratado. O intercurso com a raça orc gerou indivíduos de olhos negros e cabelos pretos e crespos, a pele é clara, mas levemente amorenada, como que queimada de sol. Esta etnia hoje ocupa todo o centro-sul e Extremo Oriente de Morgdan, formando a população dos reinos de Longness, Trenet e Griffion. Organizam-se em grandes cidades e possuem cultura prática, pragmática e, algumas vezes, até mesmo belicosa.

A segunda etnia que se insere no grupo maior classificado como “Filhos dos Bárbaros” são os humanos que hoje ocupam o reino de Avalon. Resultam da junção entre o povo do sul e seus ancestrais do norte, este retorno às raízes e a influência cultural dos elfos da Floresta da Alvorada, acabou resultando em um novo grupo distinto tanto dos bárbaros do norte, quanto dos povos do sul. Apresentam uma cultura e arte mais refinadas que estes dois povos e forte influência élfica no linguajar. Seu biótipo é muito mais heterogêneo também, embora não se compare ao caldeirão racial dos descendentes de Tatsu.

Um grupo menor e mais curioso dos descendentes do sangue bárbaro é o chamado Povo Insular. Durante séculos foi muito comum que os gigantes adorassem crianças humanas nascidas ruivas. Eles roubavam estas crianças de seus pais chamando-as de cabelos de fogo e as criavam segundo sua cultura em suas cidades no arquipélago do Mar Donnwulf. Com o tempo e com a derrota dos gigantes em sua Guerra nas planícies, esta prática acabou caindo em desuso, mas a grande quantidade de crianças roubadas acabou gerando a menor etnia humana de Morgdan. Um povo de pele clara e sardenta e cabelos ruivos que habita as ilhas do Mar Donnwulf. Sua cultura é totalmente baseada na cultura gigante e são exímios velejadores e pescadores.

A quarta e última vertente do sangue bárbaro, por incrível que possa parecer, se encontra no meu povo: o chamado Povo do Deserto. Como já mencionei no capítulo em que trato da chegada dos orcs ao Deserto Áureo, o intercurso entre o sangue orc e humano resultou na formação biotípica de meu povo. A mistura dos dois sangues no Deserto foi tão ou mais intensa que em Longness. Acredito que o único motivo para a não proliferação dos meio-orcs no deserto foi a cisma religiosa entre os dois povos.

Assim que o Iluminado desceu ao mundo para nos ensinar como sobreviver no Deserto e os preceitos para que não caíssemos nas garras da corrupção, os orcs se desgostaram. Eles preferiam adorar o seu falso deus, a quem chamam de Nosrredram e esse foi o fim da aliança entre orcs e humanos no Deserto Áureo. Hoje o Povo do Deserto possui cabelos crespos, porte físico musculoso e rude, olhos negros e pele negra.

Nosso povo se divide em diversas outras sub-etnias, devido à vasta extensão territorial que ocupa e várias disputas internas, apesar disso os traços culturais mais forte ainda são comuns a todos, devido ao único tronco original do qual todos partimos, inclusive a atual etnia orc. Assim sendo o Povo do Deserto hoje representa a segunda maior etnia de Morgdan, ocupando o Deserto Áureo de um oceano a outro e até mesmo construindo cidades na região oeste de Stonegate. Chastyes e Twes são as duas maiores sub-etnias do Povo do Deserto.

O Povo do Deserto está muito distante da atrasada cultura que seus antepassados mantêm até hoje. São muito afeitos à ciência, um presente do Iluminado, que lhes ensinou os princípios da Física, da Matemática, da Filosofia e da Medicina. A música é muito apreciada pelo Povo do Deserto, que inventou uma grande gama de instrumentos.

Da união entre os sangues bárbaro, de Tatsu e gigante surgiu a oitava e última etnia de Morgdan: os “Peles-vermelhas”. Este pitoresco grupo surgiu da junção entre os meio-gigantes vindos do Arquipélago Donnwulf e os descendentes de Tatsu. Guardam características físicas peculiares: olhos amendoados e cabelos pretos e lisos, como os descentes de Tatsu, e pele avermelhada e queimada de sol, uma herança de seus pais meio-gigantes. A estrutura social remonta os primórdios da civilização gigante com estrutura tribal e xamânica. Adoram totens e, assim como seus antepassados, vivem principalmente da pesca.

Page tags: humano
Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-Noncommercial-Share Alike 2.5 License.