Harpias

Os grandes estrategistas militares sabem que antes de entrar em uma guerra, é preciso conhecer o inimigo. Para atender a essa necessidade, um verdadeiro corpo de inteligência da Milícia foi criado para isso. Bardos e artistas saltimbancos errantes, que servem à Milícia Trenetense, colhendo informações, tanto sobre outros reinos, quanto sobre os assuntos internos – estes homens e mulheres são conhecidos como Harpias.

Na maior parte do tempo, um Harpia vive como qualquer outro bardo andarilho, compondo baladas e até mesmo unindo – se a grupos de aventureiros – que de forma alguma devem saber de seu vínculo com a Milícia. Desta forma, em pouco tempo, a rede de informantes e contatos formada pelos Harpias permite saber, por exemplo, se um aldeão de espírito forte e liderante, pode tornar–se um líder de insurreição, ou mesmo se isso está ocorrendo em um outro reino, em casos extraordinários. Assim, a Milícia pode antecipar qual será sua reação antes mesmo que a questão chegue às suas portas.

Uma das principais funções de um Harpia é integrar–se a um grupo estrangeiro, dando preferência a jornadas em reinos vizinhos. O Harpia deve coletar o máximo de informações sobre as fronteiras destes reinos, bem como suas defesas, situação econômica e social e, principalmente, sobre eventuais ardis contra os monarcas destes reinos. Quando possível, um Harpia deve também tentar dirigir a atenção de seus companheiros de forma que seus esforços beneficiem a Milícia de alguma forma. Por isso, os Harpias são mestres na arte de manipular, blefar e mentir.

Em geral, os Harpias não são bem vistos pelos outros sectos, por serem considerados espalhadores de boatos, enganadores e falsários – e por terem um senso de humor bastante próprio e embaraçoso. A tais visões, os Harpias apenas riem com desdém, do alto de sua importante posição estratégica. Ademais, os Harpias costumam saber informações sigilosas sobre pessoas influentes da sociedade trenetense, ou até mesmo da Milícia, com o intento de obter favores e privilégios através da chantagem, o que atesta sua total falta de lealdade verdadeira a qualquer instituição. Alguns membros de outros sectos afirmam que esta é a única razão pela qual são tão aceitos na Milícia, enquanto outros dizem que eles sabem demais para seu próprio bem.

Como um Aventureiro pode Tornar–se Um Harpia: Apenas bardos podem ser Harpias. O recrutamento acontece geralmente quando um membro da Milícia (não necessariamente um Harpia) o aborda e o convida para apresentar–se a uma secretaria da Milícia (que existem em quase todas as cidades grandes e médias de Trenet). Mas o interessado pode também comparecer espontaneamente. Uma vez alistado, o Harpia receberá treinamento periódico, bem como determinada quantia de moedas toda vez que apresentar informações importantes (ou seja, de interesse da Milícia). Para pequenas informações, o pagamento é padronizado, ao passo que para informações “quentes” (e estrategicamente vitais) algumas vezes, grandes quantias podem ser pagas. A apresentação de informações deve ser feita uma vez a cada mês, escrita e assinada, para uma secretaria da Milícia, ou para outro Harpia – que por sua vez, irá repassar a informação para outro Harpia, até que chegue ao conhecimento da Milícia. Por vezes, um Harpia pode passar muitos meses sem ver o rosto de outro membro não–Harpia, e acumular grandes quantias de dinheiro ainda não reclamado por suas informações.

Aparência Física e Vestimentas: Os Harpias são, em geral, homens e mulheres de boa aparência, de grande magnetismo pessoal e carismáticos. Carregam seus instrumentos consigo, e possuem uma astúcia superada por poucos. Quando querem ser identificados, andam com um mantos verde–claros, e usam o broche com o símbolo do secto – uma viola trenetense ladeada por mãos, olhos e ouvidos.

Mote: “Você quer ouvir uma história? Pois bem, era uma vez um filhinho de um grande comerciante, que fez um pacto com um clérigo de Nosrredram para que ele conseguisse o cargo de magistrado. O cargo que estava destinado a um jovem sábio, que acabou morrendo inexplicavelmente pelas mãos de um servo do deus da morte – e olhe só, o filhinho acabou traindo o clérigo, que jurou um dia encontrá–lo e fazer sua vingança. Ah, este filhinho era você? Mil desculpas, mas eu ouvi essa história de um passarinho outro dia. Você pode fazer com que a história morra aqui, ou com que ela se torne uma de minhas baladas na praça pública."

Page tags: organização
Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-Noncommercial-Share Alike 2.5 License.