Escudos de Mitral

A Ordem dos Escudos de Mitral representam tudo o que há de mais nobre na Milícia Trenetense. Seus membros são vistos como amáveis, gentis, corteses mas também bravos, destemidos, e sobretudo, honrados. Aos seus aliados, oferecem seu mais sincero auxílio; aos seus inimigos, a morte.

De qualquer maneira, os Escudos constituem–se apenas de nobres. A tradição que todo o nobre trenetense de respeito segue à risca é a de enviar seus filhos homens para uma das três academias dos Escudos, localizadas nos três cantos do reino. Isso deve ser feito aos sete anos de idade, e o pequeno nobre irá passar dez anos de sua vida na Academia da Ordem dos Escudos de Mitral. Neste local, aprenderá o manejo das armas leves e pesadas, bem como o uso de armaduras, dos mais variados tipos. Aliado ao intenso treinamento de luta, os futuros Escudos aprendem as táticas de batalha e a arte de comandar exércitos; além disso, existe um verdadeiro corpo de estudiosos dentro das academias, que desenvolvem e estudam armas de cerco (catapultas, onagros, balistas, etc.). Estes fatores fazem com que o secto seja de vital importância na Milícia, uma vez que dele saem os seus coronéis, tenentes e generais.

A instituição dos Escudos foi anterior à da Milícia, e era conhecida como a Ordem dos Escudos de Leonar. Tinha organização e códigos próprios – a grande maioria, mantidos quando ocorreu a união com a Milícia.

Os Escudos são combatentes exemplares, pela coragem e pela disciplina militar. Recusam-se, várias vezes, a entrar em combate, quando razões estratégicas ou de interesse da Ordem dos Escudos desaconselham a batalha. Mas sempre que entram em combate, são modelos de coragem e até de heroísmo. A Regra dos Escudos impõe severas penas a quem deixar seu posto ou bater em retirada, senão ante um número de inimigos três vezes maior. E mesmo nesse caso, sob comando do superior hierárquico. Essa coragem fica evidente pelo alto número de Escudos que morreram em combate. Muitos deles eram grandes nobres detentores de terras em Trenet, e pelo menos um punhado de Grão-Mestres pereceram em combate, ou executados pelos inimigos, quando aprisionados – uma das razões por que não eram mantidos como prisioneiros ou reféns. Centenas de Escudos, em batalhas encarniçadas, foram decapitados. E mesmo as batalhas perdidas, na maior parte, os Escudos foram forçados a apoiar príncipes trenetenses (ou aliados) despreparados e tropas indisciplinadas e sem treino. A Regra obriga a apoiar iniciativas militares de príncipes aliados que trazem tropas despreparadas e indisciplinadas.

Como um Aventureiro pode tornar–se um Escudo de Mitral: Raramente um aventureiro de origem plebéia torna–se um Escudo. E, mesmo que ocorra, a única possibilidade de um aventureiro tornar–se Escudo (ou seja, se não foi enviado aos sete anos de idade a uma academia) é por nomeação direta do Grão–Mestre dos Centuriões – e, mesmo assim, com o consentimento do Conselho de Mitral, formado para ocasiões que requerem votações, entre os grandes chefes da Ordem.

Aparência Física e Vestimentas: Os Escudos vestem–se sempre a caráter – armaduras de batalha bem feitas, mantos azul–escuros, escudos prateados, com o símbolo da Ordem (um escudo na frente de uma espada e o símbolo de Leonar) e espadas adornadas. Têm porte altivo, corpos fortes e resistentes, e os membros permanentes sempre carregam uma peça feita de mitral, por menor que seja.

Tendência: Leal e Neutro, Leal e Bom, Leal e Mau (também existem nobres malignos entre os Escudos, mas isso não os impede de demonstrar valor em batalha).

Mote: “Pelo sangue nobre que corre em meu corpo, eu jurei defender esta terra e meu povo. Aquele que vive honradamente, e que é temente a Leonar, não teme o destino que terá em batalha.

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